A manifestação pública do presidente Candido Louzada da Silva, feita após a 2ª Reunião Ordinária do Colégio de Presidentes de Subseções de 2026, teve um alcance que vai além do registro protocolar de presença. O encontro aconteceu nesta sexta-feira (10), no plenário da sede da OAB-ES, no Centro de Vitória. Ao situar a 10ª Subseção de Itapemirim no núcleo das discussões da Seccional, o presidente Candido Louzada sinalizou que a advocacia da região quer participar da formulação das respostas institucionais a problemas que hoje afetam a rotina de advogados e advogadas em diferentes comarcas do estado.
Em sua declaração, publicada no Instagram, o presidente destacou a importância do encontro como “espaço de diálogo e construção institucional”. Ele listou, igualmente, uma agenda ampla de temas abordados, que incluíram, por exemplo, relatos sobre o balcão virtual do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo (TJES), advogados dativos em processos éticos, publicidade na advocacia, atualização monetária no TJES, tramitação de precatórios, retorno do painel de gestão do tribunal, repasses às subseções e serviços terceirizados.
“Como presidente da 10ª Subseção de Itapemirim sigo atuando de forma presente e comprometida, levando as demandas da advocacia local aos espaços de decisão e trabalhando pelo fortalecimento da nossa classe”, afirmou. Os pontos tratados no encontro, como observou o presidente Candido Louzada, demonstram que o Colégio de Presidentes da OAB-ES se concentrou em temáticas sensíveis ao dia a dia da advocacia capixaba.

O Colégio de Presidentes de Subseções da OAB-ES é um órgão consultivo de natureza estratégica. Sua função é reunir os líderes das subseções capixabas para alinhar pautas, levar demandas aos espaços de decisão da Seccional e promover a interiorização das ações institucionais da Ordem. Na prática, trata-se de um oportuno fórum em que as dificuldades enfrentadas por advogados e advogadas que atuam fora da capital podem ser formalizadas e encaminhadas com peso institucional.
Nesse ambiente, manifestações como a da 10ª Subseção, que representa a advocacia de Itapemirim, Piúma, Marataízes, Iconha, Rio Novo do Sul e Presidente Kennedy, contribuem para dar visibilidade a problemas que, embora localizados, refletem desafios sistêmicos enfrentados pela advocacia em todo o Estado. No caso do balcão virtual, por exemplo, a crítica recorrente é de que a ferramenta, concebida para facilitar o acesso remoto aos cartórios, não tem cumprido sua finalidade básica em determinadas comarcas. Relatos apontam instabilidade, ausência de resposta e dificuldades de conexão, ao mesmo tempo em que há restrições ao atendimento presencial, criando um cenário de limitação concreta ao exercício profissional.
A manifestação do presidente Candido Louzada, ao ecoar esse contexto mais amplo, reforça a necessidade de que a modernização do Judiciário seja acompanhada de efetividade e garantia de acesso. A defesa institucional da advocacia, nesse sentido, passa não apenas pela inovação tecnológica, mas pela preservação de canais eficientes de comunicação entre advogados e o sistema de Justiça.
















