Nesta quinta-feira (5), o presidente da 10ª Subseção da OAB-ES, Cândido Louzada da Silva, cumpriu uma agenda institucional intensa em Vitória que reuniu, em um único dia, três compromissos de peso para a advocacia da região: a participação no primeiro Colégio de Presidentes de Subseções da OAB-ES de 2026, a presença na solenidade de abertura do Ano do Judiciário capixaba e uma reunião reservada na sala da Presidência do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo (TJES). A 10ª Subseção da OAB-ES, sediada em Itapemirim, responde pela advocacia dos municípios de Itapemirim, Piúma, Marataízes, Iconha, Rio Novo do Sul e Presidente Kennedy.
O Colégio de Presidentes de Subseções é um espaço formal de articulação entre os líderes das 24 subseções da OAB-ES. Realizado pela manhã, o primeiro encontro do ano foi conduzido pela presidente da Seccional, Erica Neves, com a participação da secretária-geral adjunta Camila Brunhara, do diretor-geral da Escola Superior da Advocacia (ESA), Thiago Ferreira Siqueira, da conselheira federal Elisa Galante e do coordenador do Colégio, o presidente da 17ª Subseção, Ítalo Scaramussa. Ao reunir em Vitória dirigentes de todo o Estado, o evento consolidou um ambiente de troca estratégica entre lideranças que enfrentam, em diferentes regiões, desafios semelhantes ligados ao exercício cotidiano da advocacia.
Na pauta do encontro, três problemas concretos que afetam diretamente o dia a dia profissional dos advogados e advogadas capixabas: o crescimento das ocorrências relacionadas ao chamado “golpe do falso advogado”, as dificuldades de comunicação com unidades judiciárias e as falhas recorrentes no funcionamento do balcão virtual do TJES. Embora distintos em natureza, os três temas têm em comum o impacto imediato sobre a relação entre a advocacia e o sistema de Justiça, e, como é possível deduzir, demandam respostas articuladas entre a OAB e o Poder Judiciário.
O golpe do falso advogado é uma fraude onde criminosos usam dados reais de processos judiciais e a identidade de advogados legítimos (nome, foto, OAB) para contatar clientes via WhatsApp. Eles fingem a liberação de indenizações e exigem pagamentos antecipados urgentes via PIX ou boleto para supostas custas ou impostos. A discussão no âmbito do Colégio de Presidentes indica que o tema está sendo tratado como prioridade institucional pela Seccional, que busca soluções coordenadas entre as subseções para identificar e denunciar esses casos.
Já as dificuldades de comunicação com unidades judiciárias e as falhas no balcão virtual do TJES são problemas que têm gerado insatisfação em diferentes subseções do estado. O tema não é novo para a advocacia capixaba: na região sul, a 2ª Subseção da OAB-ES, que abrange Cachoeiro de Itapemirim e municípios vizinhos, travou ao longo de 2025 um longo embate com o TJES em torno das chamadas Secretarias Inteligentes e Comarcas Digitais, cujos desdobramentos incluíram falhas nos balcões virtuais e dificuldades de acesso aos serviços cartorários digitalizados. A presença do tema no primeiro Colégio de 2026 reforça o fato de que o problema persiste e que a Ordem mantém o diálogo com o Judiciário por melhorias efetivas.
Em nota publicada em seu perfil no Instagram, o presidente Cândido Louzada da Silva detalhou a agenda e ressaltou a relevância institucional dos compromissos assumidos. “No Colégio de Presidentes de Subseções da OAB/ES, debatemos desafios que afetam diretamente o dia a dia profissional, como o golpe do falso advogado, a dificuldade de comunicação com unidades judiciárias e as falhas no funcionamento do balcão virtual”, destacou.

Para ele, esses são “problemas reais que exigem diálogo, presença institucional e construção de soluções efetivas”, uma formulação que revela tanto a urgência das questões quanto a postura da presidência, diretoria e conselho da 10ª Subseção da OAB-ES: participativa, propositiva e atenta às necessidades da classe.
Ainda na tarde desta quinta-feira, o presidente Cândido Louzada representou a 10ª Subseção na solenidade de abertura do Ano do Judiciário capixaba, realizada pelo TJES. O evento marcou a primeira sessão de 2026 do Tribunal, conduzida pela desembargadora Janete Vargas Simões, que assumiu a presidência do TJES e se tornou a primeira mulher a ocupar o cargo na história da instituição. A cerimônia reuniu representantes dos três poderes, do Ministério Público, da Defensoria Pública e da própria OAB-ES, consolidando seu caráter de encontro institucional de alto nível.
Em seu discurso, o vice-presidente do TJES, desembargador Fernando Zardini Antonio, declarou que o momento simboliza a prontidão do Poder Judiciário capixaba para “enfrentar os desafios contemporâneos”, e afirmou que a sociedade moderna não reclama apenas decisões, mas resolutividade. A presidente Érica Neves, por sua vez, enalteceu o marco histórico representado pela posse de uma mulher à frente do Tribunal, ressaltando que compartilha esse momento como a “também primeira mulher” a presidir a OAB-ES.
A agenda institucional da presidência da 10ª Subseção da OAB-ES foi encerrada com uma reunião na sala da Presidência do TJES, junto aos assessores do Tribunal. O encontro, realizado com o acompanhamento da Presidência da OAB-ES, representou um desdobramento natural dos compromissos do dia, um espaço de diálogo direto entre lideranças da advocacia capixaba e a cúpula do Judiciário estadual, voltado à busca de soluções para os problemas identificados nas pautas anteriores.
“Todos os compromissos contaram com o acompanhamento da Presidência da OAB/ES, demonstrando que a defesa da advocacia se faz com união, estratégia e trabalho contínuo”, registrou o presidente Cândido Louzada.
Fotos: Comunicação TJES
















